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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Oficina para formação do ciclista entregador

fonte: Sampa Bikers

OBS: Segundo contato com organizadores do curso, temos as seguintes informações:

Já aconteceram a primeira e estão na metade da segunda Oficina para formação do ciclista entregador!

No próximo sábado, 18/08, serão trabalhados os módulos de manutenção, equipamentos e segurança das 9 as 12h no parque do Ibirapuera (entrada pela Republica do Líbano), e apos uma pedalada ate a rua Bela Cintra o modulo sobre condução e atendimento ao cliente das 14 as 17h!

Já há na agenda uma ação para Outubro. Acompanhem e participem!!!




  • Oficina do Ciclista Entregador

    O Instituto Aromeiazero, organização que, em parceria com a empresa Carbono Zero Courier, estará realizando dias 11 e 18 de Agosto a 2ª Oficina para Formação de Ciclistas Entregadores – OFCE




    O conteúdo das aulas visa propiciar mais segurança para os ciclistas em suas entregas e maior eficiência nos serviços, o que, consequentemente, contribuirá para difundir ainda mais o serviço de entrega por bicicletas em nossa cidade.







    Agenda da OFCE:



    11/8 sábado


    manhã 9h00 IBIRA (Av. Quarto Centenário, portão 7A)

    - apresentação OFCE (duração 30min)
    - saúde (duração 2h)


    tarde 14h00 HUB (Rua Bela Cintra, 409)

    - navegação e roterização (duração 1h30)
    - legislação e cidadania (duração 2h)




    18/8 sábado


    manhã 9h00 IBIRA (Av. Quarto Centenário, portão 7A)

    - equipamento (duração 1h30)
    - condução (duração (1h30)


    tarde 14h00 HUB (Rua Bela Cintra, 409)

    - atendimento ao cliente (duração 3h)


    Para participar pedimos: $20,00 (mínimo), $30,00 (ideal), $40,00 (contribua na formação de um amigo ciclista entregador!), valor que será pago no primeiro dia da OFCE.

    As vagas são limitadas e devem ser feitas pelo e-mail de contato do curso: oficinadociclista@gmail.com ou pelo telefone 11 6493 7172






quarta-feira, 18 de abril de 2012

Entra em vigência a nova Política Nacional de Mobilidade Urbana PNMU

Noticia abaixo de 04/01/2012
fonte: Senado Federal

A nova Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU) entrará em vigor no prazo de 100 dias. A Lei 12.587/2012, que institui a PNMU, foi sancionada nesta terça-feira (3). A política estabelece princípios, diretrizes e instrumentos para que os municípios possam planejar um sistema detransporte coletivo capaz de atender à população e contribuir para o desenvolvimento urbano sustentável.

A lei incentiva a priorização do transporte coletivo, público e não motorizado, em vez do individual, particular e motorizado. Assim, determina, por exemplo, diversos mecanismos para garantir a oferta de gratuidades e a manutenção de passagens acessíveis nos meios detransporte coletivo.

As diretrizes da PNMU não poderão ser diretamente impostas aos municípios, já que estes têm competência para definir as regras do transporte urbano local. O governo federal poderá, no entanto, condicionar o repasse de verbas para projetos municipais de transporte à elaboração deplanos baseados na PNMU.

O projeto original da PNMU foi apresentado em 1995, pelo então deputado Alberto Goldman, e absorveu contribuições de outras propostas. Recebido pelo Senado em 2010 como o PLC 166/2010, foi examinado pelas comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), de Assuntos Econômicos (CAE), de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA),de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) e de Serviços de Infraestrutura (CI), nesta última em caráter terminativo.

A presidente Dilma Rousseff vetou dispositivo que condicionava a concessão de benefícios tarifários à previsão em lei da origem dos recursos para seu custeio. Também rejeitou a possibilidade de estabelecimento de incentivos financeiros e fiscais para implementação das diretrizes da PNMU. Foi vetada, ainda, a revogação de artigos de outras leis que garantem gratuidade no transporte público para profissionais como carteiros e fiscais do trabalho.

Agência Senado





Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos




Institui as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana; revoga dispositivos dos Decretos-Leis nos 3.326, de 3 de junho de 1941, e 5.405, de 13 de abril de 1943, da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943, e das Leis nos 5.917, de 10 de setembro de 1973, e 6.261, de 14 de novembro de 1975; e dá outras providências. 



A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: 

CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES GERAIS 

Art. 1o  A Política Nacional de Mobilidade Urbana é instrumento da política de desenvolvimento urbano de que tratam o inciso XX do art. 21 e o art. 182 da Constituição Federal, objetivando a integração entre os diferentes modos de transporte e a melhoria da acessibilidade e mobilidade das pessoas e cargas no território do Município. 
Parágrafo único.  A Política Nacional a que se refere o caput deve atender ao previsto no inciso VII do art. 2o e no § 2o do art. 40 da Lei no 10.257, de 10 de julho de 2001 (Estatuto da Cidade)

Art. 2o  A Política Nacional de Mobilidade Urbana tem por objetivo contribuir para o acesso universal à cidade, o fomento e a concretização das condições que contribuam para a efetivação dos princípios, objetivos e diretrizes da política de desenvolvimento urbano, por meio do planejamento e da gestão democrática do Sistema Nacional de Mobilidade Urbana. 

Art. 3o  O Sistema Nacional de Mobilidade Urbana é o conjunto organizado e coordenado dos modos de transporte, de serviços e de infraestruturas que garante os deslocamentos de pessoas e cargas no território do Município. 

§ 1o  São modos de transporte urbano: 
I - motorizados; e 

II - não motorizados. 

§ 2o  Os serviços de transporte urbano são classificados: 

I - quanto ao objeto: 

a) de passageiros; 

b) de cargas; 

II - quanto à característica do serviço: 

a) coletivo; 

b) individual; 

III - quanto à natureza do serviço: 

a) público; 

b) privado. 
§ 3o  São infraestruturas de mobilidade urbana: 

I - vias e demais logradouros públicos, inclusive metroferrovias, hidrovias e ciclovias; 

II - estacionamentos; 

III - terminais, estações e demais conexões; 

IV - pontos para embarque e desembarque de passageiros e cargas; 

V - sinalização viária e de trânsito; 

VI - equipamentos e instalações; e 

VII - instrumentos de controle, fiscalização, arrecadação de taxas e tarifas e difusão de informações. 

Seção I
Das Definições 

Art. 4o  Para os fins desta Lei, considera-se: 

I - transporte urbano: conjunto dos modos e serviços de transporte público e privado utilizados para o deslocamento de pessoas e cargas nas cidades integrantes da Política Nacional de Mobilidade Urbana; 

II - mobilidade urbana: condição em que se realizam os deslocamentos de pessoas e cargas no espaço urbano; 

III - acessibilidade: facilidade disponibilizada às pessoas que possibilite a todos autonomia nos deslocamentos desejados, respeitando-se a legislação em vigor; 

IV - modos de transporte motorizado: modalidades que se utilizam de veículos automotores; 

V - modos de transporte não motorizado: modalidades que se utilizam do esforço humano ou tração animal; 

VI - transporte público coletivo: serviço público de transporte de passageiros acessível a toda a população mediante pagamento individualizado, com itinerários e preços fixados pelo poder público; 

VII - transporte privado coletivo: serviço de transporte de passageiros não aberto ao público para a realização de viagens com características operacionais exclusivas para cada linha e demanda; 

VIII - transporte público individual: serviço remunerado de transporte de passageiros aberto ao público, por intermédio de veículos de aluguel, para a realização de viagens individualizadas; 

IX - transporte urbano de cargas: serviço de transporte de bens, animais ou mercadorias; 

X - transporte motorizado privado: meio motorizado de transporte de passageiros utilizado para a realização de viagens individualizadas por intermédio de veículos particulares; 

XI - transporte público coletivo intermunicipal de caráter urbano: serviço de transporte público coletivo entre Municípios que tenham contiguidade nos seus perímetros urbanos; 

XII - transporte público coletivo interestadual de caráter urbano: serviço de transporte público coletivo entre Municípios de diferentes Estados que mantenham contiguidade nos seus perímetros urbanos; e 

XIII - transporte público coletivo internacional de caráter urbano: serviço de transporte coletivo entre Municípios localizados em regiões de fronteira cujas cidades são definidas como cidades gêmeas. 

Seção II
Dos Princípios, Diretrizes e Objetivos da Política Nacional de Mobilidade Urbana 

Art. 5o  A Política Nacional de Mobilidade Urbana está fundamentada nos seguintes princípios: 

I - acessibilidade universal; 

II - desenvolvimento sustentável das cidades, nas dimensões socioeconômicas e ambientais; 

III - equidade no acesso dos cidadãos ao transporte público coletivo; 

IV - eficiência, eficácia e efetividade na prestação dos serviços de transporte urbano; 

V - gestão democrática e controle social do planejamento e avaliação da Política Nacional de Mobilidade Urbana; 

VI - segurança nos deslocamentos das pessoas; 

VII - justa distribuição dos benefícios e ônus decorrentes do uso dos diferentes modos e serviços; 

VIII - equidade no uso do espaço público de circulação, vias e logradouros; e 

IX - eficiência, eficácia e efetividade na circulação urbana. 

Art. 6o  A Política Nacional de Mobilidade Urbana é orientada pelas seguintes diretrizes: 

I - integração com a política de desenvolvimento urbano e respectivas políticas setoriais de habitação, saneamento básico, planejamento e gestão do uso do solo no âmbito dos entes federativos; 

II - prioridade dos modos de transportes não motorizados sobre os motorizados e dos serviços de transporte público coletivo sobre o transporte individual motorizado; 

III - integração entre os modos e serviços de transporte urbano; 

IV - mitigação dos custos ambientais, sociais e econômicos dos deslocamentos de pessoas e cargas na cidade; 

V - incentivo ao desenvolvimento científico-tecnológico e ao uso de energias renováveis e menos poluentes;

VI - priorização de projetos de transporte público coletivo estruturadores do território e indutores do desenvolvimento urbano integrado; e 

VII - integração entre as cidades gêmeas localizadas na faixa de fronteira com outros países sobre a linha divisória internacional. 

Art. 7o  A Política Nacional de Mobilidade Urbana possui os seguintes objetivos: 

I - reduzir as desigualdades e promover a inclusão social; 

II - promover o acesso aos serviços básicos e equipamentos sociais; 

III - proporcionar melhoria nas condições urbanas da população no que se refere à acessibilidade e à mobilidade; 

IV - promover o desenvolvimento sustentável com a mitigação dos custos ambientais e socioeconômicos dos deslocamentos de pessoas e cargas nas cidades; e 

V - consolidar a gestão democrática como instrumento e garantia da construção contínua do aprimoramento da mobilidade urbana. 

CAPÍTULO II
DAS DIRETRIZES PARA A REGULAÇÃO DOS SERVIÇOS DE TRANSPORTE PÚBLICO COLETIVO 

Art. 8o  A política tarifária do serviço de transporte público coletivo é orientada pelas seguintes diretrizes: 

I - promoção da equidade no acesso aos serviços; 

II - melhoria da eficiência e da eficácia na prestação dos serviços; 

III - ser instrumento da política de ocupação equilibrada da cidade de acordo com o plano diretor municipal, regional e metropolitano; 

IV - contribuição dos beneficiários diretos e indiretos para custeio da operação dos serviços; 

V - simplicidade na compreensão, transparência da estrutura tarifária para o usuário e publicidade do processo de revisão; 

VI - modicidade da tarifa para o usuário; 

VII - integração física, tarifária e operacional dos diferentes modos e das redes de transporte público e privado nas cidades; 

VIII - articulação interinstitucional dos órgãos gestores dos entes federativos por meio de consórcios públicos; e 

IX - estabelecimento e publicidade de parâmetros de qualidade e quantidade na prestação dos serviços de transporte público coletivo. 

§ 1o  (VETADO). 

§ 2o  Os Municípios deverão divulgar, de forma sistemática e periódica, os impactos dos benefícios tarifários concedidos no valor das tarifas dos serviços de transporte público coletivo. 

§ 3o  (VETADO). 

Art. 9o  O regime econômico e financeiro da concessão e o da permissão do serviço de transporte público coletivo serão estabelecidos no respectivo edital de licitação, sendo a tarifa de remuneração da prestação de serviço de transporte público coletivo resultante do processo licitatório da outorga do poder público. 

§ 1o  A tarifa de remuneração da prestação do serviço de transporte público coletivo deverá ser constituída pelo preço público cobrado do usuário pelos serviços somado à receita oriunda de outras fontes de custeio, de forma a cobrir os reais custos do serviço prestado ao usuário por operador público ou privado, além da remuneração do prestador. 

§ 2o  O preço público cobrado do usuário pelo uso do transporte público coletivo denomina-se tarifa pública, sendo instituída por ato específico do poder público outorgante. 

§ 3o  A existência de diferença a menor entre o valor monetário da tarifa de remuneração da prestação do serviço de transporte público de passageiros e a tarifa pública cobrada do usuário denomina-se deficit ou subsídio tarifário. 

§ 4o  A existência de diferença a maior entre o valor monetário da tarifa de remuneração da prestação do serviço de transporte público de passageiros e a tarifa pública cobrada do usuário denomina-se superavit tarifário. 

§ 5o  Caso o poder público opte pela adoção de subsídio tarifário, o deficit originado deverá ser coberto por receitas extratarifárias, receitas alternativas, subsídios orçamentários, subsídios cruzados intrassetoriais e intersetoriais provenientes de outras categorias de beneficiários dos serviços de transporte, dentre outras fontes, instituídos pelo poder público delegante. 

§ 6o  Na ocorrência de superavit tarifário proveniente de receita adicional originada em determinados serviços delegados, a receita deverá ser revertida para o próprio Sistema de Mobilidade Urbana. 

§ 7o  Competem ao poder público delegante a fixação, o reajuste e a revisão da tarifa de remuneração da prestação do serviço e da tarifa pública a ser cobrada do usuário. 

§ 8o  Compete ao poder público delegante a fixação dos níveis tarifários. 

§ 9o  Os reajustes das tarifas de remuneração da prestação do serviço observarão a periodicidade mínima estabelecida pelo poder público delegante no edital e no contrato administrativo e incluirão a transferência de parcela dos ganhos de eficiência e produtividade das empresas aos usuários. 

§ 10.  As revisões ordinárias das tarifas de remuneração terão periodicidade mínima estabelecida pelo poder público delegante no edital e no contrato administrativo e deverão: 

I - incorporar parcela das receitas alternativas em favor da modicidade da tarifa ao usuário; 

II - incorporar índice de transferência de parcela dos ganhos de eficiência e produtividade das empresas aos usuários; e 

III - aferir o equilíbrio econômico e financeiro da concessão e o da permissão, conforme parâmetro ou indicador definido em contrato. 

§ 11.  O operador do serviço, por sua conta e risco e sob anuência do poder público, poderá realizar descontos nas tarifas ao usuário, inclusive de caráter sazonal, sem que isso possa gerar qualquer direito à solicitação de revisão da tarifa de remuneração. 

§ 12.  O poder público poderá, em caráter excepcional e desde que observado o interesse público, proceder à revisão extraordinária das tarifas, por ato de ofício ou mediante provocação da empresa, caso em que esta deverá demonstrar sua cabal necessidade, instruindo o requerimento com todos os elementos indispensáveis e suficientes para subsidiar a decisão, dando publicidade ao ato. 

Art. 10.  A contratação dos serviços de transporte público coletivo será precedida de licitação e deverá observar as seguintes diretrizes: 

I - fixação de metas de qualidade e desempenho a serem atingidas e seus instrumentos de controle e avaliação; 

II - definição dos incentivos e das penalidades aplicáveis vinculadas à consecução ou não das metas; 

III - alocação dos riscos econômicos e financeiros entre os contratados e o poder concedente; 

IV - estabelecimento das condições e meios para a prestação de informações operacionais, contábeis e financeiras ao poder concedente; e 

V - identificação de eventuais fontes de receitas alternativas, complementares, acessórias ou de projetos associados, bem como da parcela destinada à modicidade tarifária. 

Parágrafo único.  Qualquer subsídio tarifário ao custeio da operação do transporte público coletivo deverá ser definido em contrato, com base em critérios transparentes e objetivos de produtividade e eficiência, especificando, minimamente, o objetivo, a fonte, a periodicidade e o beneficiário, conforme o estabelecido nos arts. 8o e 9o desta Lei. 

Art. 11.  Os serviços de transporte privado coletivo, prestados entre pessoas físicas ou jurídicas, deverão ser autorizados, disciplinados e fiscalizados pelo poder público competente, com base nos princípios e diretrizes desta Lei. 

Art. 12.  Os serviços públicos de transporte individual de passageiros, prestados sob permissão, deverão ser organizados, disciplinados e fiscalizados pelo poder público municipal, com base nos requisitos mínimos de segurança, de conforto, de higiene, de qualidade dos serviços e de fixação prévia dos valores máximos das tarifas a serem cobradas. 

Art. 13.  Na prestação de serviços de transporte público coletivo, o poder público delegante deverá realizar atividades de fiscalização e controle dos serviços delegados, preferencialmente em parceria com os demais entes federativos. 

CAPÍTULO III
DOS DIREITOS DOS USUÁRIOS 

Art. 14.  São direitos dos usuários do Sistema Nacional de Mobilidade Urbana, sem prejuízo dos previstos nas Leis nos 8.078, de 11 de setembro de 1990, e 8.987, de 13 de fevereiro de 1995

I - receber o serviço adequado, nos termos do art. 6o da Lei no 8.987, de 13 de fevereiro de 1995

II - participar do planejamento, da fiscalização e da avaliação da política local de mobilidade urbana; 

III - ser informado nos pontos de embarque e desembarque de passageiros, de forma gratuita e acessível, sobre itinerários, horários, tarifas dos serviços e modos de interação com outros modais; e 

IV - ter ambiente seguro e acessível para a utilização do Sistema Nacional de Mobilidade Urbana, conforme as Leis nos 10.048, de 8 de novembro de 2000, e10.098, de 19 de dezembro de 2000

Parágrafo único.  Os usuários dos serviços terão o direito de ser informados, em linguagem acessível e de fácil compreensão, sobre: 

I - seus direitos e responsabilidades; 

II - os direitos e obrigações dos operadores dos serviços; e 

III - os padrões preestabelecidos de qualidade e quantidade dos serviços ofertados, bem como os meios para reclamações e respectivos prazos de resposta. 

Art. 15.  A participação da sociedade civil no planejamento, fiscalização e avaliação da Política Nacional de Mobilidade Urbana deverá ser assegurada pelos seguintes instrumentos: 

I - órgãos colegiados com a participação de representantes do Poder Executivo, da sociedade civil e dos operadores dos serviços; 

II - ouvidorias nas instituições responsáveis pela gestão do Sistema Nacional de Mobilidade Urbana ou nos órgãos com atribuições análogas; 

III - audiências e consultas públicas; e 

IV - procedimentos sistemáticos de comunicação, de avaliação da satisfação dos cidadãos e dos usuários e de prestação de contas públicas. 

CAPÍTULO IV
DAS ATRIBUIÇÕES 

Art. 16.  São atribuições da União: 

I - prestar assistência técnica e financeira aos Estados, Distrito Federal e Municípios, nos termos desta Lei; 

II - contribuir para a capacitação continuada de pessoas e para o desenvolvimento das instituições vinculadas à Política Nacional de Mobilidade Urbana nos Estados, Municípios e Distrito Federal, nos termos desta Lei; 

III - organizar e disponibilizar informações sobre o Sistema Nacional de Mobilidade Urbana e a qualidade e produtividade dos serviços de transporte público coletivo; 

IV - fomentar a implantação de projetos de transporte público coletivo de grande e média capacidade nas aglomerações urbanas e nas regiões metropolitanas; 

V – (VETADO); 

VI - fomentar o desenvolvimento tecnológico e científico visando ao atendimento dos princípios e diretrizes desta Lei; e 

VII - prestar, diretamente ou por delegação ou gestão associada, os serviços de transporte público interestadual de caráter urbano. 

§ 1o  A União apoiará e estimulará ações coordenadas e integradas entre Municípios e Estados em áreas conurbadas, aglomerações urbanas e regiões metropolitanas destinadas a políticas comuns de mobilidade urbana, inclusive nas cidades definidas como cidades gêmeas localizadas em regiões de fronteira com outros países, observado o art. 178 da Constituição Federal

§ 2o  A União poderá delegar aos Estados, ao Distrito Federal ou aos Municípios a organização e a prestação dos serviços de transporte público coletivo interestadual e internacional de caráter urbano, desde que constituído consórcio público ou convênio de cooperação para tal fim, observado o art. 178 da Constituição Federal

Art. 17.  São atribuições dos Estados: 

I - prestar, diretamente ou por delegação ou gestão associada, os serviços de transporte público coletivo intermunicipais de caráter urbano, em conformidade com o§ 1º do art. 25 da Constituição Federal

II - propor política tributária específica e de incentivos para a implantação da Política Nacional de Mobilidade Urbana; e 

III - garantir o apoio e promover a integração dos serviços nas áreas que ultrapassem os limites de um Município, em conformidade com o § 3º do art. 25 da Constituição Federal

Parágrafo único.  Os Estados poderão delegar aos Municípios a organização e a prestação dos serviços de transporte público coletivo intermunicipal de caráter urbano, desde que constituído consórcio público ou convênio de cooperação para tal fim. 

Art. 18.  São atribuições dos Municípios: 

I - planejar, executar e avaliar a política de mobilidade urbana, bem como promover a regulamentação dos serviços de transporte urbano; 

II - prestar, direta, indiretamente ou por gestão associada, os serviços de transporte público coletivo urbano, que têm caráter essencial; 

III - capacitar pessoas e desenvolver as instituições vinculadas à política de mobilidade urbana do Município; e 

IV – (VETADO). 

Art. 19.  Aplicam-se ao Distrito Federal, no que couber, as atribuições previstas para os Estados e os Municípios, nos termos dos arts. 17 e 18. 

Art. 20.  O exercício das atribuições previstas neste Capítulo subordinar-se-á, em cada ente federativo, às normas fixadas pelas respectivas leis de diretrizes orçamentárias, às efetivas disponibilidades asseguradas pelas suas leis orçamentárias anuais e aos imperativos da Lei Complementar no 101, de 4 de maio de 2000

CAPÍTULO V
DAS DIRETRIZES PARA O PLANEJAMENTO E GESTÃO DOS SISTEMAS DE MOBILIDADE URBANA

Art. 21.  O planejamento, a gestão e a avaliação dos sistemas de mobilidade deverão contemplar: 

I - a identificação clara e transparente dos objetivos de curto, médio e longo prazo; 

II - a identificação dos meios financeiros e institucionais que assegurem sua implantação e execução; 

III - a formulação e implantação dos mecanismos de monitoramento e avaliação sistemáticos e permanentes dos objetivos estabelecidos; e 

IV - a definição das metas de atendimento e universalização da oferta de transporte público coletivo, monitorados por indicadores preestabelecidos. 

Art. 22.  Consideram-se atribuições mínimas dos órgãos gestores dos entes federativos incumbidos respectivamente do planejamento e gestão do sistema de mobilidade urbana: 

I - planejar e coordenar os diferentes modos e serviços, observados os princípios e diretrizes desta Lei; 

II - avaliar e fiscalizar os serviços e monitorar desempenhos, garantindo a consecução das metas de universalização e de qualidade; 

III - implantar a política tarifária; 

IV - dispor sobre itinerários, frequências e padrão de qualidade dos serviços; 

V - estimular a eficácia e a eficiência dos serviços de transporte público coletivo; 

VI - garantir os direitos e observar as responsabilidades dos usuários; e 

VII - combater o transporte ilegal de passageiros. 

Art. 23.  Os entes federativos poderão utilizar, dentre outros instrumentos de gestão do sistema de transporte e da mobilidade urbana, os seguintes: 

I - restrição e controle de acesso e circulação, permanente ou temporário, de veículos motorizados em locais e horários predeterminados; 

II - estipulação de padrões de emissão de poluentes para locais e horários determinados, podendo condicionar o acesso e a circulação aos espaços urbanos sob controle; 

III - aplicação de tributos sobre modos e serviços de transporte urbano pela utilização da infraestrutura urbana, visando a desestimular o uso de determinados modos e serviços de mobilidade, vinculando-se a receita à aplicação exclusiva em infraestrutura urbana destinada ao transporte público coletivo e ao transporte não motorizado e no financiamento do subsídio público da tarifa de transporte público, na forma da lei; 

IV - dedicação de espaço exclusivo nas vias públicas para os serviços de transporte público coletivo e modos de transporte não motorizados; 

V - estabelecimento da política de estacionamentos de uso público e privado, com e sem pagamento pela sua utilização, como parte integrante da Política Nacional de Mobilidade Urbana; 

VI - controle do uso e operação da infraestrutura viária destinada à circulação e operação do transporte de carga, concedendo prioridades ou restrições; 

VII - monitoramento e controle das emissões dos gases de efeito local e de efeito estufa dos modos de transporte motorizado, facultando a restrição de acesso a determinadas vias em razão da criticidade dos índices de emissões de poluição; 

VIII - convênios para o combate ao transporte ilegal de passageiros; e 

IX - convênio para o transporte coletivo urbano internacional nas cidades definidas como cidades gêmeas nas regiões de fronteira do Brasil com outros países, observado o art. 178 da Constituição Federal

Art. 24.  O Plano de Mobilidade Urbana é o instrumento de efetivação da Política Nacional de Mobilidade Urbana e deverá contemplar os princípios, os objetivos e as diretrizes desta Lei, bem como:

 I - os serviços de transporte público coletivo; 

II - a circulação viária; 

III - as infraestruturas do sistema de mobilidade urbana; 

IV - a acessibilidade para pessoas com deficiência e restrição de mobilidade; 

V - a integração dos modos de transporte público e destes com os privados e os não motorizados; 

VI - a operação e o disciplinamento do transporte de carga na infraestrutura viária; 

VII - os polos geradores de viagens; 

VIII - as áreas de estacionamentos públicos e privados, gratuitos ou onerosos; 

IX - as áreas e horários de acesso e circulação restrita ou controlada; 

X - os mecanismos e instrumentos de financiamento do transporte público coletivo e da infraestrutura de mobilidade urbana; e 

XI - a sistemática de avaliação, revisão e atualização periódica do Plano de Mobilidade Urbana em prazo não superior a 10 (dez) anos. 

§ 1o  Em Municípios acima de 20.000 (vinte mil) habitantes e em todos os demais obrigados, na forma da lei, à elaboração do plano diretor, deverá ser elaborado o Plano de Mobilidade Urbana, integrado e compatível com os respectivos planos diretores ou neles inserido. 

§ 2o  Nos Municípios sem sistema de transporte público coletivo ou individual, o Plano de Mobilidade Urbana deverá ter o foco no transporte não motorizado e no planejamento da infraestrutura urbana destinada aos deslocamentos a pé e por bicicleta, de acordo com a legislação vigente. 

§ 3o  O Plano de Mobilidade Urbana deverá ser integrado ao plano diretor municipal, existente ou em elaboração, no prazo máximo de 3 (três) anos da vigência desta Lei. 

§ 4o  Os Municípios que não tenham elaborado o Plano de Mobilidade Urbana na data de promulgação desta Lei terão o prazo máximo de 3 (três) anos de sua vigência para elaborá-lo. Findo o prazo, ficam impedidos de receber recursos orçamentários federais destinados à mobilidade urbana até que atendam à exigência desta Lei. 

CAPÍTULO VI
DOS INSTRUMENTOS DE APOIO À MOBILIDADE URBANA 

Art. 25.  O Poder Executivo da União, o dos Estados, o do Distrito Federal e o dos Municípios, segundo suas possibilidades orçamentárias e financeiras e observados os princípios e diretrizes desta Lei, farão constar dos respectivos projetos de planos plurianuais e de leis de diretrizes orçamentárias as ações programáticas e instrumentos de apoio que serão utilizados, em cada período, para o aprimoramento dos sistemas de mobilidade urbana e melhoria da qualidade dos serviços. 

Parágrafo único.  A indicação das ações e dos instrumentos de apoio a que se refere o caput será acompanhada, sempre que possível, da fixação de critérios e condições para o acesso aos recursos financeiros e às outras formas de benefícios que sejam estabelecidos. 

CAPÍTULO VII
DISPOSIÇÕES FINAIS 

Art. 26.  Esta Lei se aplica, no que couber, ao planejamento, controle, fiscalização e operação dos serviços de transporte público coletivo intermunicipal, interestadual e internacional de caráter urbano.

 Art. 27.  (VETADO). 

Art. 28.  Esta Lei entra em vigor 100 (cem) dias após a data de sua publicação. 


Brasília, 3 de janeiro de 2012; 191o da Independência e 124o da República. 
DILMA ROUSSEFF
Nelson Henrique Barbosa Filho
Paulo Sérgio Oliveira Passos
Paulo Roberto dos Santos Pinto
Eva Maria Cella Dal Chiavon
Cezar Santos Alvarez
Roberto de Oliveira Muniz
Este texto não substitui o publicado no DOU de 4.1.2012



segunda-feira, 19 de março de 2012

Município de Praia Grande tem a maior malha cicloviária do Estado de São Paulo

fonte: mobilize


Postado em12 de março de 2012  |  FonteA Tribuna On-line
A nova ciclovia de Praia Grande
A nova ciclovia de Praia Grande
créditos: Divulgação
Com o término de um trecho da segunda etapa de remodelação da Avenida Presidente Kennedy, a cidade passa ter 78,9 km de ciclovias. 

Segundo dados da Associação Brasileira de Ciclistas, Praia Grande está no topo do ranking dos municípios com maior malha cicloviária no Estado de São Paulo. A segunda cidade do Estado, em quantidade de ciclovias, é Sorocaba, com quase 70 km de extensão.



A secretaria de Trânsito e Transporte do município prevê novas melhorias no setor durante o ano. Bicicletários devem ser implantados ao longo das principais vias e a ciclovia da Avenida Ayrton Senna da Silva será remodelada.

De acordo com dados da secretaria estadual de Transportes Metropolitanos, até o ano de 2009, 92.573 pessoas possuíam bicicletas em Praia Grande. Deste total, estima-se que cerca de 60 mil utilizem o veículo como principal meio de transporte.

Desde a implantação das ciclovias, o número de acidentes envolvendo bicicletas caiu aproximadamente 30%. Passando de 258, em 2004 (ano que foi realizado o primeiro levantamento sobre o tema), para 179, em 2010.

Ciclofaixa é atração dominical da cidade

Comentário: Wagner Hosokawa, Coordenador de Juventude da Prefeitura de Guarulhos - SP/BR

"Quando propus a Bicicletada da Juventude em 2011, o Tiago Soares abraçou a idéia e organizamos junto com o Movimento Ciclista Alvorosso (Péricles Moreira), e no 1. de Maio realizamos a Bicicletada com mais de 800 ciclistas em parceria com a Secretaria de Transportes e Trânsito (STT). Agora juntos, STT e Coordenadoria da Juventude, realizamos a Ciclovia de Lazer e caminharemos para a 2. Bicicletada da Juventude. Parabéns Prefeito Almeida que sempre nos dá a direção para melhor atender a população!"



fonte: Folha Metropolitana
18 de março de 2012 - 10:11


Em quatro meses de atividade, a Ciclofaixa Paulo Faccini é foco de diversão de crianças, adultos e famílias inteiras aos domingos. No último fim de semana, a Folha Metropolitanaverificou o percurso de quase 7 km, conversou com usuários e com prestadores de serviços. 

Ainda sem números oficiais de circulação, é possível notar que o percurso entre as avenidas Paulo Faccini e Bartolomeu De Carlos (no retorno após a Benjamin Harris Hunnicutt) é tomado de bicicletas. A maioria dos ciclistas é composta de pais com filhos pequenos.


O arquiteto Fausto Reche levava o filho Pedro, de 3 anos. “Vou comprar uma para ele também”, disse Reche. O menino estava preso à cadeirinha e de capacete. O uso dos equipamentos é uma das recomendações da Blitz Amigos do Trânsito em Ação. A iniciativa é uma parceria com a Prefeitura. 

São seis coordenadores e 29 orientadores que auxiliam ciclistas, motoristas e pedestres, disse o coordenador Fabio Aparecido da Silva. O orientador Lucas Torres comentou que às vezes as pessoas entendem mal as orientações. O trajeto conta ainda com 22 agentes de segurança. São duas viaturas da Guarda Civil Municipal e seis agentes da Ronda Bike. Apesar disso, a reportagem flagrou skatistas, patinadores e corredores invadirem o percurso.

Serviço - A Ciclofaixa Paulo Faccini opera aos domingos, das 7h às 16h. A Prefeitura de Guarulhos, por intermédio da Escola Pública de Trânsito, oferece aulas gratuitas de bicicleta para todas as idades aos sábados, entre 9h e 10h. A Escola fica no Parque Julio Fracalanza, na Rua Joaquim Miranda, 471, Vila Augusta. A inscrição pode pelos telefones (11) 2425-1743 ou 2414-2050. Neste mês, a Secretaria de Transportes e Trânsito (STT) sorteia dez capacetes por domingo no Bosque Maia. A inscrição é realizada em uma barraca dentro do parque. 

Aluguéis de magrelas e ‘familyciclo’ 

Próximo do portão da Paulo Faccini do Bosque Maia, Valdomiro Manoel da Silva estaciona o caminhão, instala as duas barracas do ‘Aluguel de Bikes’ e alinha cerca de 150 bicicletas. Em média, um terço é alugada. Os custos variam R$ 6 a R$ 25 por hora. As bicicletas com mais lugares são as mais caras. 

“Nós queremos uma licitação para um bicicletário. É mais seguro do que ficar carregando as bicicletas todo o domingo”, disse Silva. 

Oportunidade para bico – Na Praça Alan Kardec, Clécio Antonio Rodrigues Borges, o Squash, faz pequenos consertos, aproveitando a demanda. 

“Ninguém faz esse serviço. Ele é o anjo da guarda da bicicleta”, disse a aposentada Cleyde Fonseca Santovito. Na ocasião, Squash remendava um furo na bicicleta de Cleyde. 

Licitação

Conforme a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Transportes e Trânsito (STT), a Pasta está iniciando processo de licitação que determinará uma empresa para alugar bicicletas. Segundo a assessoria, como o processo está no começo, a Pasta irá divulgar posteriormente mais detalhes sobre exigências eprazos estabelecidos ao vencedor da licitação. 

Mesmo com faixa reservada, há queixas 

Instalado nas principais vias da cidade, o percurso da ciclofaixa é cercado por grande fluxo de veículos. Para alguns usuários, o convívio oferece risco constante. 

“Às vezes, os carros superam a velocidade [permitida]”, disse o bancário Rafael Pereira. Ele passeava junto com a mulher, a estagiária Fabiana Dametto, e os três filhos, Vitor, 10, Melissa, 8, e Rafael, 4. 

Para fugir do perigo, a empresária Claudia e o engenheiro Sérgio Lumelino orientam a filha Caroline, 9, a circular próximo ao meio-fio. “Ela pode se desequilibrar e ir para a pista”, disse Claudia. Para Vitor, o problema é outro. 

“A minha maior dificuldade é a subida ali na frente”, respondeu ao ouvir a pergunta feita aos pais sobre as principais dificuldades enfrentadas. 

Prefeitura pretende ampliar trajeto 

O gerente de educação para o trânsito, Luís Auada, afirmou que o município está em busca de patrocinadores para a ciclofaixa. As empresas patrocinadoras serão responsáveis por cuidar da operacionalização. 

A gerência desenvolveu ainda um manual para o ciclista e uma logomarca para a ciclofaixa. “A gente aguarda a aprovação da Prefeitura”, disse Auada. Há estudo também para estender o percurso para 12 km. 

Para ampliar a divulgação e uso da ciclofaixa, a Prefeitura promove a 2ª Bicicletada da Juventude no dia 1º de abril. A concentração será em frente do portão principal do Bosque Maia, às 9h. As inscrições podem ser feitas aos domingos no bosque ou pelo site da Prefeitura.


quinta-feira, 8 de março de 2012

Ciclovias no Plano Municipal da Juventude de Guarulhos

Salve galera!

Ótimas noticias eu trago a vocês!


Do dia 27 de Fevereiro a 1 de Março, a Prefeitura de Guarulhos, por meio da Coordenadoria da Juventude, realizou na cidade as Plenárias de construção do Plano de Políticas Publicas para a Juventude.

Dia 29/02/12, na 3ª Plenária, representantes do Movimento Ciclista ALVOROSSO conseguiram eleger a construção de ciclovias na cidade!


Isso demonstra que melhor mobilidade e qualidade vida é uma demanda real na cidade e, demonstra também, que estamos organizados!

Parabéns à essas seres humanos que fazem o nosso sonho se tornar realidade!

Vamos compartilhar as vias para a real qualidade de vida! E estamos acompanhando! A entrega do Plano ao Prefeito Sebastião Almeida esra prevista para o dia 22 de Março no Paço Municipal!



Veja o Coordenador de Juventude Wagner Hosokawa pronunciando as prioridades escolhidas!



sábado, 25 de fevereiro de 2012

Ciclovia, ciclofaixa, ciclorrota e espaço compartilhado


Ciclovia em Sevilha, isolada por pequenos postes de metal. Foto: Sevilla Cycle Chic


Muito tem se falado sobre ciclovia, ciclofaixa, ciclo-rota… Mas qual a diferença?

Ciclovia

É um espaço segregado para fluxo de bicicletas. Isso significa que há uma separação física isolando os ciclistas dos demais veículos. A maioria das ciclovias de orla de praia são exemplos de vias segregadas.

Essa separação pode ser através de mureta, meio fio, grade, blocos de concreto ou outro tipo de isolamento fixo. A ciclovia é indicada para avenidas e vias expressas, pois protege o ciclista do tráfego rápido e intenso.

Por estranho que possa parecer, a ciclovia do Parque do Ibirapuera pode ser considerada uma ciclofaixa. Foto: Willian Cruz

Ciclofaixa

É quando há apenas uma faixa pintada no chão, sem separação física de qualquer tipo (inclusive cones ou cavaletes). Pode haver “olhos de gato” ou no máximo os tachões do tipo “tartaruga”, como os que separam as faixas de ônibus.

Indicada para vias onde o trânsito motorizado é menos veloz, é muito mais barata que a ciclovia, pois utiliza a estrutura viária existente.

Dada essa definição, a ciclovia do Parque do Ibirapuera é tecnicamente uma ciclofaixa, já que não há separação física entre o espaço reservado às bicicletas e o resto da via, mesmo que lá não circulem carros.

Ciclo-rota é um caminho mapeado ou sinalizado para ajudar no deslocamento dos ciclistas. Foto: Willian Cruz

Ciclorrota

De uso mais recente, o termo ciclorrota (ou ciclo-rota) significa um caminho, sinalizado ou não, que represente a rota recomendada para o ciclista chegar onde deseja. Representa efetivamente um trajeto, não uma faixa da via ou um trecho segregado, embora parte ou toda a rota possa passar por ciclofaixas e ciclovias.

As Ciclorrotas do Brooklin, Lapa e Mooca, em São Paulo, são exemplos dessa infraestrutura, que está contida em um tipo de implementação mais abrangente chamado Bicycle Boulevard. Entenda aqui.

Foi realizado na cidade de São Paulo um mapeamento de rotas para ciclistas, que tem servido de base para as ciclorrotas mais recentes. Recomendo a leitura deste artigo para compreender melhor o mapeamento e como foi feito. Este outro explica a importância de sinalizar essas rotas.

Ciclofaixa de Lazer, uma "ciclovia operacional". Foto: Willian Cruz

Ciclovia operacional

Faixa exclusiva instalada temporariamente e operada por agentes de trânsito durante eventos, isolada do tráfego dos demais veículos por elementos canalizadores removíveis, como cones, cavaletes, grades móveis, fitas, etc.

As Ciclofaixas de Lazer, montadas aos domingos em várias cidades, são tecnicamente ciclovias operacionais, já que são temporárias e têm sua estrutura removida após o término do evento semanal.

Ciclista compartilhando a via na Av. Paulista. Foto: Mathias

Espaço compartilhado

O tráfego de bicicletas pode ser compartilhado tanto com carros quanto com pedestres. Mas vamos nos ater ao compartilhamento da via com os veículos motorizados, pois essa é a grande luta dos cicloativistas hoje.

Pela lei, quando não houver ciclovia ou ciclofaixa, a via deve ser compartilhada (art. 58 do Código de Trânsito). Ou seja, bicicletas e carros podem e devem ocupar o mesmo espaço viário. Os veículos maiores devem prezar pela segurança dos menores (art. 29 § 2º), respeitando sua presença na via, seu direito de utilizá-la e a distância mínima de 1,5m ao ultrapassar as bicicletas (art. 201), diminuindo a velocidade ao fazer a ultrapassagem (art. 220 item XIII).

Mesmo tudo isso estando na lei, muitas pessoas ainda acreditam que a bicicleta não tem direito de utilizar a rua. E são essas pessoas que colocam o ciclista em risco, passando perto demais, buzinando e até mesmo prensando o ciclista contra a calçada. Também não compreendem o ciclista que ocupa a faixa, sendo esse o comportamento mais seguro (erecomendado pela CET – Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo), pois dessa forma a bicicleta trafega como o veículo que é, ocupando o espaço viário que lhe é de direito.

Fazer entender que a rua é de todos, que o espaço público deve ser compartilhado, que as bicicletas também transportam pessoas que têm família, amigos, filhos, amores, é hoje muito mais importante que exigir ciclovias aqui e ali, que só serão úteis dentro de um plano cicloviário completo e integrado abrangendo toda a cidade, contemplando ciclovias, ciclofaixas, espaços compartilhados com carros ou com pedestres e ciclo-rotas sinalizadas.

O que mais precisamos é respeito